A cúpula do Novo trabalha nos bastidores para viabilizar Romeu Zema como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Zema deixou o governo de Minas em 22 de março e já está livre para a campanha. Ele nega publicamente o movimento, mas a articulação existe e é vista como estratégica: Minas Gerais é o maior estado do país em eleitorado fora do Nordeste, voto pendular e historicamente decisivo no segundo turno.
Se Flávio fechar com Zema, a chapa ganha musculatura em MG, no Sul e no interior do Sudeste. Para Lula, que precisa do Sudeste para ganhar, esse arranjo é o pior cenário possível.
O prazo para convenções partidárias começa em 20 de julho. Até lá, muita coisa ainda pode mudar. Mas a direita está se organizando mais rápido do que o centro imagina.