A repercussão da reportagem da Folha de S. Paulo não para. O jornal O Tempo fez as contas: os oito voos do ministro Alexandre de Moraes e da mulher, Viviane Barci, em jatos de empresas ligadas a Vorcaro, custariam mais de R$ 600 mil no mercado de táxi aéreo.
Um dos voos foi num Falcon 2000 pertencente a uma empresa cujo sócio é o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que também está preso e negociando delação. Moraes disse que jamais viajou em avião de Vorcaro e que não conhece Zettel.
O escritório de Viviane admitiu contratar a Prime Aviation como táxi aéreo, mas disse que os valores eram compensados com os honorários advocatícios. Ou seja, o Master pagava o escritório, e o escritório usava o dinheiro para voar no avião do Master.
A construção se sustenta na negativa de que Vorcaro estava a bordo. Mas os dados da ANAC mostram que Moraes e a mulher acessavam o terminal executivo no mesmo horário em que os jatos decolavam. Os fatos estão nos documentos. As negativas estão nas notas.