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Quase 8 mil celulares foram encontrados em presídios no Brasil em três anos
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Quase 8 mil celulares foram encontrados em presídios no Brasil em três anos

O Brasil registrou um total de 7.966 celulares apreendidos em presídios brasileiros nos últimos três anos, segundo dados do Ministério da Justiça. Os aparelhos foram localizados após revistas em celas durante ações coordenadas.

Foram 2.460 aparelhos em 2023, em duas fases da operação Mute, da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais); outros 2.920 em quatro fases da ação em 2024; e 2.162 em 2025 durante três fases, em março, julho e novembro. Já em 2026, foram 424 em apenas uma fase até então realizada, no mês passado.

O diretor de inteligência penal da Senappen, Glautter Morais, explicou à CNN que ainda serão realizadas outras nove fases da operação este ano, sendo três nacionais e seis estaduais, totalizando dez no total.

Nessas operações, os policiais usam como apoio a tecnologia, com detector linear e equipamento de revista eletrônica, que identifica celulares mesmo desligados. Também é usado o georadar para identificar túneis e buracos em paredes nas celas. As ações ainda usam outro equipamento que identifica os aparelhos dentro das penitenciárias, como a quantidade e tipo e consegue bloquear.

Com as apreensões dos itens proibidos, começa-se uma investigação para saber quem levou o aparelho e como ele entrou na unidade.

“Esses aparelhos retirados da unidade prisional, a polícia penal dá o devido tratamento. Seja apreendendo, extraindo dados com apoio dos Gaecos e Ficcos, e pode instaurar procedimento disciplinar para identificar os presos que usaram ou quem introduziu e também para investigações policiais”, detalhou Morais.

Na avaliação do especialista, a entrada de celulares em penitenciárias é um problema histórico do Brasil, até por ser a terceira maior população carcerária do mundo. O que precisa ser feito, segundo ele, é enfrentar o problema, com revistas e soluções tecnológicas, como raio-X, e construção de novas unidades. “Atualmente há arquiteturas antigas e não adequadas para a execução penal”, aponta.

Além dos celulares, quatro armas entraram nas penitenciárias e foram descobertas nesse balanço da operação Mute, sendo três em 2023 e uma em 2025. Bebidas alcoólicas também são encontradas nas celas.

Nesta sexta-feira (24), uma operação Mute será realizada em nove presídios da Bahia. É a primeira vez que há uma ação estadual, a pedido do estado com reforço da União. A ideia é cortar a comunicação de facções criminosas com o mundo externo. Outras como essa serão realizadas ao longo do ano.

CNN Brasil

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