A chapa de esquerda para o Senado acaba de ganhar um novo fôlego com a confirmação de Rafael Mota pelo PDT. A articulação traz o ex-senador e ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, como primeiro suplente em um modelo de mandato compartilhado que promete unir carisma e experiência técnica na disputa. Assista a análise:
Essa movimentação escancara o isolamento da senadora Zenaide Maia dentro do grupo governista. Apesar da lealdade histórica ao presidente Lula, Zenaide vem enfrentando dificuldades até para liberar emendas extras, sinalizando que foi preterida pelo PT em favor de candidaturas mais alinhadas à estratégia central da legenda no estado.
A análise do Jornal das 6 aponta que a pulverização de candidaturas na esquerda pode ser um tiro no pé. Com vários nomes disputando o mesmo eleitorado, abre-se espaço para que nomes da direita, como o Coronel Hélio, ganhem competitividade inesperada diante da divisão de votos entre os aliados da governadora Fátima Bezerra.
Outro ponto de tensão envolve o prefeito Allyson Bezerra, de Mossoró. O PT tenta desqualificar o palanque do gestor associando-o às elites, ignorando sua origem popular e a força eleitoral que demonstrou ao garantir votações expressivas para aliados em pleitos anteriores, superando nomes tradicionais da política potiguar.
O tabuleiro político para o Senado segue indefinido e depende de como esses nomes vão se comportar nas pesquisas de consumo interno. A grande questão agora é saber se a fidelidade de Zenaide resistirá ao evidente processo de descarte promovido pelo partido, enquanto Rafael Mota tenta se consolidar como o verdadeiro herdeiro dos votos de Lula.