O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, informou ao ministro do STF André Mendonça que tem interesse em formalizar uma colaboração premiada. Preso há mais de 15 dias no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, Costa trocou de advogados na última semana e agora é defendido por Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, e Davi Tangerino.
A defesa pede a transferência para uma sala de Estado-Maior, alegando que as condições da Papuda não permitem discutir assuntos sigilosos da investigação com privacidade adequada. Segundo os advogados, "não se pode discutir eventuais fatos delitivos de forma eficiente" e "não se pode manusear fontes de prova" no ambiente prisional atual.
Costa foi preso na quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga vantagens indevidas durante as negociações para a compra do Banco Master pelo BRB. O ex-presidente tenta seguir o roteiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, que foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília em março para negociar os termos de sua delação.