A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN confirmou, nesta terça-feira (28), cinco casos de intoxicação por ciguatera em pessoas da mesma família, em Natal. Os casos foram notificados na segunda-feira (27), após o consumo de peixe contaminado.
Com esses registros, o Rio Grande do Norte chega a 115 casos desde 2022, quando foi identificado o primeiro surto. Só em 2025, já foram 90 casos confirmados, o que levou a secretaria a emitir uma nota técnica com orientações para a população e profissionais de saúde.
Segundo a Sesap, a ciguatera é causada por toxinas presentes em peixes que vivem em áreas de recifes e corais. Os sintomas podem aparecer entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão e incluem dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, coceira intensa, fraqueza muscular, além de alterações como gosto metálico na boca e visão turva.
A recomendação é procurar atendimento médico ao apresentar sintomas e informar o consumo de peixe nas últimas 48 horas. A Sesap também orienta evitar pescado de procedência desconhecida e, se possível, guardar sobras do alimento para análise da Vigilância Sanitária. Não existe antídoto específico para a doença, e o tratamento é feito com suporte clínico.