O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte concluiu o julgamento de um caso envolvendo alegação de erro médico e pedido de indenização no valor de R$ 550 mil.
O julgamento na última terça-feira (28) chamou a atenção de todos os presentes. O processo teve origem em 2023, quando uma paciente deu entrada em hospital da Unimed após sofrer uma queda de escada, com trauma cervical.
Apesar do atendimento inicial, houve agravamento do quadro neurológico, que evoluiu para tetraparesia — perda de força e movimentos nos quatro membros. Não havia neurologista de plantão.
O Tribunal condenou a operadora, reconhecendo que houve falha na prestação do serviço, especialmente em razão da ausência de estrutura adequada no momento do atendimento, incluindo a indisponibilidade de neurocirurgião e materiais adequados, bem como pela demora para realização da cirurgia necessária.
Por outro lado, o Tribunal entendeu que não houve comprovação de culpa do médico ortopedista, que foi absolvido com base na prova pericial, considerada clara ao afastar imperícia, imprudência e negligência.
A defesa do profissional foi conduzida pelo advogado Renato Dumaresq, que presentou sustentações orais que enfatizaram a ausência de nexo causal e a relevância do laudo técnico pericial.
Já para a Unimed, é mais do mesmo: falta de estrutura que gera resultados trágicos.