A Agência Criola virou um campo de batalha e os sócios não se falam mais
Quem acompanha os bastidores da comunicação potiguar já sabe que a Agência Criola não está bem. Longe disso. O clima entre os três sócios azedou de vez, a briga esquentou e chegou ao ponto de ninguém mais se falar. Não tem quem junte os pedaços.
A agência sempre viveu dependente dos contratos públicos, atrelada ao PT e aos governos de plantão. No mundo privado, a Criola praticamente não existia. Sem cliente privado, sem mercado real, sem produto que se sustente fora do balcão do poder público. Era uma agência de governo disfarçada de agência de comunicação.
Com o enfraquecimento dos contratos públicos e a briga interna consumindo o que sobrou de energia, parte dos sócios ligados e dependentes do PT já correu para se associar à Agência Ampla, de fora do estado, na tentativa de manter os poucos contratos que ainda restam.
É o retrato clássico de quem construiu um negócio sobre areia: quando a maré política muda, quando o dinheiro público enxuga, quando os aliados somem, não tem estrutura que segure. Sobra a briga entre sócios, a corrida para se agarrar em outro barco e o silêncio constrangedor de quem não tem mais o que dizer um ao outro.
Qual o ente público que teria coragem de fechar um contrato com uma empresa com sócios em guerra?