O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), subiu à tribuna do Congresso Nacional nesta quinta-feira (30) e protagonizou o que pode ser o discurso mais duro de 2026. Em tom bíblico e visivelmente inflamado, o senador potiguar chamou governistas de "hipócritas", "mentirosos" e "fariseus", disse que estão "podres e ressentidos por dentro" e comparou a bancada do governo ao "sepulcro caiado" das escrituras, aquele que aparenta beleza por fora, mas carrega podridão por dentro.
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"Aparecem aqui muito bem vestidos, muito bem apresentados, mas por dentro estão podres e ressentidos. E a história será feita hoje com a aprovação do nosso projeto de lei", bradou Marinho, arrancando aplausos da oposição e protestos da base governista.
O pronunciamento aconteceu durante a sessão conjunta do Congresso que analisa o veto integral do presidente Lula ao PL da Dosimetria, o projeto que pode reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A votação ocorre menos de 24 horas depois de o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF, o que já representou a maior derrota política de Lula no terceiro mandato.
Marinho mirou diretamente nos parlamentares de esquerda que se opõem à dosimetria. Lembrou que muitos deles foram beneficiados pela anistia de 1979, quando condenados por assalto a bancos, sequestros e luta armada contra o regime militar tiveram suas penas perdoadas. E questionou a coerência de quem aceita anistia para si, mas a nega para os outros.
"Beneficiados que foram por assalto a bancos, como se isso fosse uma coisa normal. Beneficiados que foram por sequestro, como se isso fosse um crime menor. Beneficiados que foram por pegarem armas contra o governo daquela ocasião. Aí sacam a dosimetria e a anistia para idosos, para mulheres, para cidadãos que desarmados ou armados com bíblias, com bandeiras e com a sua convicção foram à praça pública mostrar sua irresignação", disparou.