A confirmação de dois casos de hantavírus no Paraná acendeu o alerta das autoridades de saúde para uma doença rara, considerada grave e com alta taxa de mortalidade.
Segundo o infectologista Alexandre Naime, ouvido pela CNN Brasil, o hantavírus pode provocar problemas respiratórios severos, insuficiência cardíaca, hemorragias e falência renal. Nas Américas, a forma mais comum da doença afeta principalmente pulmões e coração, podendo causar falta de ar intensa e insuficiência respiratória.
Apesar da gravidade, o especialista destaca que o hantavírus não possui alto potencial de disseminação global, diferentemente de doenças respiratórias como Covid-19 e influenza.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Em casos graves, podem surgir sangramentos, dificuldade para respirar e falência de órgãos. Não existe tratamento antiviral específico contra a doença, e os pacientes mais graves precisam de suporte intensivo em UTI.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de ratos contaminados. O risco maior está em locais fechados e pouco ventilados, como galpões, depósitos, porões e ambientes abandonados.
Para evitar a contaminação, especialistas recomendam manter os ambientes limpos e ventilados, evitar contato com fezes de roedores, vedar frestas e usar máscara e luvas na limpeza de locais fechados. Também é importante não varrer poeira em áreas suspeitas, para evitar a inalação de partículas contaminadas.