O Brasil inteiro errou no caso do cão Orelha. Antes da perícia, da investigação e da verdade, adolescentes foram tratados como monstros nas redes sociais e condenados publicamente pelo país inteiro.
Agora, o Ministério Público de Santa Catarina concluiu que o cachorro não morreu por agressão. Segundo o MPSC, Orelha sofria de uma grave infecção óssea e não apresentava fraturas ou lesões compatíveis com maus-tratos. A promotoria ainda apontou que boatos, pressão das redes sociais e até vídeos que nunca existiram ajudaram a criar uma narrativa falsa.
É o retrato do tribunal da internet: primeiro destroem reputações, depois aparecem os fatos. Mas aí já é tarde demais.