A Corregedoria-Geral do Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu procedimento para investigar o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos, que se manifestou pela improcedência da ação civil pública movida contra o influenciador Monark por falas em defesa de um partido nazista no Brasil, feitas em 2022 no Flow Podcast.
O promotor havia classificado as declarações como "defesa abstrata da liberdade de convicção e expressão" e pedido o arquivamento da ação, contrariando o posicionamento inicial do MPSP.
A reviravolta foi rápida: outro promotor, Ricardo Manuel Castro, retomou o caso e voltou a pedir a condenação de Monark e o pagamento de R$ 4 milhões de indenização por danos sociais.
A defesa do influenciador contestou a mudança, alegando que a "preclusão consumativa" impede o MP de refazer atos processuais já praticados, e apontou preocupação com a troca do promotor responsável logo após a primeira manifestação favorável.