Rosas di Maria 2
Flávio Bolsonaro
politica

“Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT”, diz Flávio Bolsonaro

“Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT.” Foi assim que o senador Flávio Bolsonaro reagiu nesta quinta-feira (14) à repercussão dos áudios e mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.

Em nota oficial, Flávio afirmou que sua participação no projeto se limitou à busca de investidores privados para a produção do filme e negou qualquer favorecimento político ou uso de dinheiro público. 

O parlamentar também voltou a defender a criação da CPI do Banco Master e afirmou que as relações envolvendo o PT seriam “completamente distintas” das tratativas que manteve com Vorcaro.

Veja a nota na íntegra:

NOTA OFICIAL

É preciso restabelecer os fatos e separar investigação séria de tentativa de contaminação política.

Minha participação no projeto do filme sobre o presidente Jair Bolsonaro limitou-se à busca de investimento privado para uma obra cultural privada, produzida nos Estados Unidos, sem recurso público, sem Lei Rouanet, sem Embratur, sem prefeitura e sem qualquer contrapartida ligada ao meu mandato.

Me relacionei com Daniel Vorcaro estritamente no papel de um filho que buscava patrocínio de um empresário para o filme em homenagem ao pai. Não houve doação, favor, empréstimo pessoal, camaradagem ou vantagem política. Ele fez um investimento que previa retorno financeiro conforme o desempenho comercial da obra. Também é falsa a insinuação de que recursos tenham sido destinados a Eduardo Bolsonaro: os aportes foram direcionados a um fundo específico da produção, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

A linha do tempo é decisiva. O contato ocorreu em 2024 quando os fatos hoje atribuídos a Vorcaro não eram conhecidos publicamente. À época, ele circulava normalmente no mercado, patrocinava eventos, programas de TV e iniciativas empresariais, inclusive evento empresarial em Nova York, promovido por um grande grupo de comunicação braseiro, em maio de 2024, no qual foi apresentado ao mercado americano.

É nesse contexto que buscamos o investimento no filme.

Quando os aportes deixaram de ser cumpridos e as acusações vieram a público, a relação foi encerrada e outros investidores foram buscados.

Não vou aceitar que nos misturem com os bandidos do PT. As relações são completamente distintas. Não houve reunião fora de agenda com presidente da República, pagamento a ex-ministro por acesso ao governo, contrato milionário com o ministro da justiça, que é o chefe da PF, nem houve qualquer promessa de favorecimento ao banqueiro.

Tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável.

Por isso, defendo que todos os fatos sejam investigados com rigor e transparência. Por isso, exigimos a CPI do Master já.

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