Mais uma reviravolta no caso Flávio Bolsonaro / Daniel Vorcaro. Após a divulgação de audio do senador para o ex-dono do Banco Master, a GOUP Entertainment, produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, que teria recebido, pelo menos, R$ 60 milhões divulgou uma nota e negou os valores.
Na mensagem, a GOUP Entertainment esclarece que a legislação dos Estados Unidos proíbe a divulgação de investidores protegidos por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements), justificando o sigilo sobre os financiadores do filme. Contudo, no parágrafo seguinte, já destacou:
"Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.", diz o texto da Goup.
Segundo a GOUP Entertainment, o projeto cinematográfico foi estruturado dentro do modelo "privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos". Ressaltou ainda que conversas e negociações não configuram, por si só, um investimento consumado.
A produtora repudiou tentativas de associação entre a produção do longa com "fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual" e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Vale lembrar que, além das mensagens expostas pelo Intercept Brasil com Flávio Bolsonaro cobrando Daniel Vorcaro os repasses, o próprio Flávio foi para as redes sociais e disse que tinha um "contrato" com o Master que as cobranças foram feitas quando as parceiras "deixaram de ser pagas".