A Justiça de Santa Catarina determinou o arquivamento do “Caso Cão Orelha” nesta quinta-feira (14). A decisão veio após um pedido do MPSC, que conclui que os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos no período do ocorrido na Praia Brava, em Florianópolis.
A notícia é da CNN Brasil. A manifestação também aponta que o animal apresentava quadro grave e crônico de osteomielite, infecção que atinge os ossos, na região maxilar esquerda, condição identificada em laudo pericial produzido após a exumação do corpo.
Conforme o laudo, não foram constatadas fraturas ou lesões compatíveis com ação humana. De acordo com o TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina), o documento, protocolado no último dia 08 de maio, reúne a análise de quase dois mil arquivos digitais, entre vídeos, fotografias e dados extraídos de celulares apreendidos, além dos relatos de adolescentes e testemunhas.
O MPSC (Ministério Público do Estado de Santa Catarina) argumentou que foram analisadas câmeras de vigilância e que confirmaram um descompasso temporal de cerca de 30 minutos entre os sistemas de monitoramento.
O órgão afirma que, com a correção da linha do tempo, concluiu-se que o adolescente investigado e o cão “Orelha” não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão.
A Justiça catarinense acatou a justificativa de que as evidências técnicas e testemunhais indicam que a morte do cão “Orelha”, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente, e não a agressão.
Relembre o caso
Ocorrido no início de 2026, o caso começou após denúncias de maus-tratos praticados por adolescentes contra o cão comunitário conhecido como Orelha.
O animal vivia na região da Praia Brava há cerca de dez anos. Em 4 de janeiro, ele foi encontrado muito debilitado, com inchaço na região do rosto, e levado a uma clínica veterinária, onde precisou ser submetido à eutanásia.
A comoção começou quando o porteiro de um condomínio enviou áudios e fotos em um grupo de vigilantes de WhatsApp, acusando um grupo de adolescentes residentes no local de terem espancado o animal na praia.