A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a operação Sem Refino, que investiga fraudes na refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro. A suspeita é de que a unidade funcionava como uma "refinaria fantasma", simulando atividades de refino enquanto importava derivados prontos para pagar menos impostos.
O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, é um dos alvos. Agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na sua residência na Barra da Tijuca. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades das empresas do grupo.
Castro já acumula uma condenação no caso Ceperj e enfrenta inelegibilidade. Aliados do senador Flávio Bolsonaro já discutem sua substituição na disputa pelo Senado. Nomes como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy são cotados.
A onda de operações também atingiu Ciro Nogueira, investigado por receber vantagens indevidas de Vorcaro. Rodrigo Bacellar foi preso duas vezes por vazar informações sigilosas e teve o mandato cassado pelo TSE.
A PF já apontou a existência de um "estado paralelo" no Rio, capitaneado por políticos ligados a facções criminosas. Bacellar e Castro estão entre os nomes citados.
A pré-campanha de 2026 chega com figuras importantes da direita sob pressão da Justiça. Setores da oposição denunciam uso político das operações. Do outro lado, as investigações revelam um cenário de corrupção sistêmica que ultrapassa partidos e siglas.