O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (15) que conversou com o pai, Jair Bolsonaro (PL), sobre sua relação com Daniel Vorcaro e que o ex-presidente o orientou a "ficar tranquilo e falar a verdade". Segundo Flávio, Vorcaro e Bolsonaro nunca se encontraram pessoalmente, embora tenha havido uma tentativa de levar o ex-presidente à mansão do banqueiro para assistir a um documentário.
O senador negou que recursos de Vorcaro tenham sido repassados ao irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora nos EUA desde fevereiro de 2025. Flávio disse que Eduardo "vive de uma doação feita pelo pai e de reservas próprias", e que os aportes do banqueiro foram direcionados a um fundo específico da produção do filme, com estrutura jurídica nos Estados Unidos.
A PF investiga se parte do dinheiro negociado — US$ 24 milhões no total, dos quais R$ 61 milhões teriam sido liberados — foi usado para custear a vida de Eduardo no exterior. O próprio Eduardo negou, afirmando que seu status migratório nos EUA impediria esse tipo de transação.
Flávio também atacou o rival na direita, o ex-governador Romeu Zema (Novo), chamando-o de "precipitado" por ter classificado o caso como "imperdoável". A estratégia do senador é enquadrar a situação como "um filho buscando patrocínio privado para um filme privado — zero de dinheiro público, zero de Lei Rouanet".