O governo federal tem ampliado um conjunto de medidas econômicas com potencial para elevar a popularidade do presidente Lula antes das eleições de outubro. O pacote inclui redução de impostos, renegociação de dívidas e concessão de crédito subsidiado.
Economistas ouvidos pelo Valor Econômico alertam que as medidas podem pressionar a situação fiscal e reduzir o ritmo de corte da taxa Selic pelo Banco Central. Armando Castelar, pesquisador do FGV Ibre, avalia que o pacote, dada sua magnitude, pode pressionar a inflação e manter os juros nos níveis atuais por mais tempo.
O cenário divide analistas: de um lado, a popularidade do presidente pode se beneficiar no curto prazo com medidas de impacto direto na renda; de outro, a sustentabilidade fiscal de longo prazo fica comprometida, o que já começa a ser precificado pelo mercado.