Governadores e secretarias de segurança de vários estados demonstraram apoio ao novo plano do governo federal para combater o crime organizado, mas ainda aguardam detalhes sobre as regras para decidir se vão aderir oficialmente ao programa.
Batizado de “Brasil contra o Crime Organizado”, o programa prevê R$ 11 bilhões em investimentos na área de segurança pública. Desse total, R$ 10 bilhões serão liberados por meio de uma linha de crédito operada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para estados, municípios e o Distrito Federal.
Segundo reportagem do Metrópoles, estados como Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Sergipe e Tocantins já sinalizaram apoio à proposta.
Por outro lado, governos como Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo afirmaram que ainda aguardam definições técnicas, operacionais e jurídicas para avaliar a adesão ao programa.
O plano prevê recursos para ações de combate financeiro às facções, reforço do sistema prisional, aumento da taxa de esclarecimento de homicídios e combate ao tráfico de armas e explosivos.
O governo federal também pretende usar os recursos para compra de viaturas, equipamentos, tecnologia e ações ligadas ao combate à violência contra a mulher e ao programa Celular Seguro.
Segundo o ministro da Justiça, Wellington César, os estados interessados precisarão apresentar projetos para acessar os recursos.