A gestão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, conhecida como UERN, deve ser um dos maiores desafios políticos e econômicos para o próximo governador do estado em 2027. O debate central gira em torno dos gastos e da eficiência da instituição de ensino.
Atualmente, uma lei estadual garante repasses de 3,5% da arrecadação total do estado para a universidade, somando cerca de 750 milhões de reais. Críticos apontam que o volume de formandos é baixo em relação aos ingressantes e que há cursos defasados.
Como alternativa viável, propõe-se uma federalização gradual da UERN. Essa transferência da administração para o governo federal aliviaria as contas do estado e repetiria o modelo de sucesso ocorrido no passado com a transformação da ESAM na atual UFERSA.
A resistência ao projeto em Mossoró é vista como um receio infundado de perda de identidade. Defensores da mudança argumentam que a universidade, que já foi municipal antes de se tornar estadual, ganharia mais recursos e relevância ao se tornar federal.
Existe também uma crítica sobre o uso político da instituição, alegando que grandes reitores do passado deram lugar a um aparelhamento partidário. A federalização é apontada como o caminho para resgatar a autonomia técnica e o crescimento da universidade.