Os bastidores políticos do Rio Grande do Norte para as eleições de 2026 estão movimentados. O Partido dos Trabalhadores enfrenta sérios entraves na articulação da sua chapa governista, especialmente na definição das vagas e suplências destinadas ao Senado Federal.
A primeira vaga para o Senado na composição governista está definida para Samanda Alves, apontada como o braço direito do partido. O grande impasse reside na segunda vaga, liderada por Rafael Motta, do PDT. O PT exige que a primeira suplência de Motta seja entregue a outras legendas aliadas, gerando atrito direto.
Rafael Motta havia prometido essa primeira suplência a Jean Paul, liderança histórica do PDT local. O PT, no entanto, demonstra resistência à indicação devido a divergências internas, colocando o candidato em uma situação delicada entre cumprir o acordo com seu partido ou ceder às pressões petistas.
A divergência também possui um forte pano de fundo eleitoral e estratégico. Membros do PT e a própria Samanda Alves demonstram receio de que o nome de Rafael Motta, considerado um perfil leve e com maior trânsito entre diferentes eleitorados, consiga obter mais votos que a candidata petista.
Atualmente, o cenário indica que Rafael Motta e a senadora Zenaide Maia despontam como fortes concorrentes ao pleito. Enquanto outros candidatos atuam concentrados em bolhas específicas, Zenaide conta com forte base no interior e o apoio de 20 vereadores na capital, onde ainda busca consolidar sua força.