O reajuste de 18% no querosene de aviação anunciado pela Petrobras pode ter um efeito colateral direto sobre o Nordeste brasileiro, região que depende fortemente do transporte aéreo para receber turistas do Sul e Sudeste.
Com o combustível representando até 40% dos custos das companhias, a tendência é de repasse ao preço final das passagens. Para destinos como Natal, Recife, Salvador e Fortaleza, isso significa passagens mais caras justamente no período que antecede o São João e as férias de julho, a alta temporada da região.
A Petrobras mantém o parcelamento para as companhias, mas o alívio financeiro é limitado diante da magnitude do aumento. Para o setor de turismo nordestino, o cenário exige atenção: a recuperação pós-pandemia, que vinha ganhando tração, pode perder fôlego se o custo de voar para o Nordeste subir significativamente.