A CPMI do Banco Master se tornou o ponto de convergência mais improvável da política brasileira. De um lado, o PT cobra a instalação para expor o que chama de "acordão" entre Alcolumbre, Centrão e oposição que derrubou Messias. Do outro, Flávio Bolsonaro promete pautar o requerimento na próxima sessão, afirmando que "o PT tem muita coisa a explicar".
O nó é que a comissão pode atingir os dois lados. Investigações já conectam o Banco Master ao PT da Bahia, por meio do CredCesta e de pagamentos milionários a aliados de Jaques Wagner. Ao mesmo tempo, a oposição quer usar a CPMI para desgastar o governo em ano eleitoral. Alcolumbre, acusado pelo governo de ter articulado a derrota de Messias justamente para evitar a comissão, é o único que pode destravar a instalação.
O resultado é um jogo de xadrez em que todos querem a mesma peça, mas nenhum jogador controla o tabuleiro.