Os pré-candidatos que tentam se consolidar como alternativa à direita adotaram abordagens diferentes para lidar com a crise de Flávio Bolsonaro. Romeu Zema (Novo) oscilou entre criticar os áudios e afirmar que o assunto é "página virada", enquanto aliados negam recuo e prometem novas investidas a cada fato que surgir.
Renan Santos, do MBL, e Ronaldo Caiado (União Brasil) trabalham estratégias próprias para capitalizar o desgaste do senador. A queda de cinco pontos na pesquisa Atlas/Bloomberg após a revelação dos áudios abriu espaço para movimentações que antes pareciam inviáveis.
O cenário evidencia uma disputa interna na direita brasileira pelo espólio político do bolsonarismo em crise. A definição só deve ocorrer nas convenções de julho, mas o ritmo das revelações sobre o caso Vorcaro pode antecipar os desfechos.