O governo Lula articula no Congresso para aprovar a PEC que acaba com a escala 6×1 ainda antes da reta final das eleições de 2026. A estratégia do Palácio do Planalto é acelerar o período de transição para que as novas regras trabalhistas comecem a valer entre setembro e outubro, próximo ao primeiro turno presidencial.
Segundo parlamentares envolvidos nas negociações, o relator da PEC, Leo Prates, deve propor um prazo de adaptação de 90 dias para empresas. O governo quer aprovar o texto na Câmara ainda em maio e concluir a votação no Senado até julho.
Integrantes da base defendem que a medida passe a valer ainda durante o calendário eleitoral, o que aumentaria o impacto político da proposta.
O texto também deve permitir acordos entre sindicatos e empresas para definir como serão aplicadas as novas jornadas de trabalho.
Representantes do setor empresarial criticam a PEC e afirmam que a mudança pode aumentar custos e provocar impacto nos preços de produtos e serviços.