O promotor do Gaeco de Presidente Prudente Lincoln Gakyia afirmou que a influenciadora e advogada Deolane Bezerra representa uma "nova face do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Deolane foi presa na manhã desta quinta sob a suspeita de participar de um esquema de lavagem de dinheiro da facção - investigada sob responsalidade de Gakiya.
Segundo o promotor, a "nova face" faz referência àquela formada por pessoas que se associaram ao PCC, sem ser, necessariamente, faccionada à ele.
"Ela não é uma integrante batizada do PCC, porém é uma peça fundamental para que a facção e para que líderes da facção possam usar essas pessoas para a lavagem de dinheiro [.] No caso dela [Deolane], contas particulares foram usadas de forma ilegal para ocultar dinheiro", destacou Gakyia.
Além de Deolane, a Operação Vérnix, realizada nesta quinta pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, principal liderança do PCC.
O caso chamou ainda mais atenção porque Marcola já está preso há anos em penitenciária federal em Brasília, mas recebeu um mandado de prisão mesmo assim.
A investigação que levou à prisão da influenciadora atribui a ela um papel central na suposta engrenagem financeira observada pela operação. Em um dos trechos do relatório policial, os investigadores afirmam que Deolane funcionaria como um “verdadeiro caixa” do PCC, ocultando recursos e permitindo sua circulação com aparência de legalidade.
Na prática, a expressão usada pelos investigadores não se refere à guarda física de dinheiro. No contexto, o termo é usado para indicar alguém que, segundo as investigações, teria função de receber, movimentar, concentrar ou dar aparência de origem lícita a recursos supostamente vinculados à organização criminosa.
CNN Brasil