A declaração do presidente Lula de que "viria um miliciano" caso a Assembleia Legislativa do Rio escolhesse o governador gerou reação coordenada de políticos fluminenses neste domingo (25/05). O presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL-RJ), publicou vídeo afirmando que Lula "desrespeitou o povo do Rio" e fez ataques generalizados contra deputados democraticamente eleitos, segundo O Globo (25/05/2026).
A Assembleia divulgou nota oficial classificando como "inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense". Deputados federais do PL, como Sóstenes Cavalcante, fizeram coro e acusaram Lula de usar a segurança pública como arma política contra adversários, sem oferecer soluções concretas para a crise do Rio.
A fala foi feita durante a inauguração de instalações da Fiocruz, na presença do governador interino Ricardo Couto. Lula pediu que Couto "trabalhe para prender todos os ladrões que governam esse Estado", em declaração lida como apoio explícito à candidatura de Eduardo Paes ao governo fluminense.
Críticos apontam que o governo federal tem responsabilidades diretas no combate ao tráfico de armas e ao crime organizado, áreas em que a gestão petista apresenta resultados insuficientes. A retórica agressiva pode mobilizar a base, mas aprofunda o clima de confronto institucional a cinco meses das eleições.