A estratégia para a campanha presidencial de 2026 já está definida, focando na escolha de adversários específicos para nortear os discursos. A tática retoma o tradicional embate entre ricos e pobres, elegendo alvos como banqueiros, super-ricos, a família Bolsonaro, além de setores como as bets e as bigtechs.
A narrativa sobre as plataformas de apostas busca transferir a responsabilidade do impacto financeiro na população, embora a regulamentação tenha ocorrido na atual gestão. O cenário econômico mostra que a classe média perdeu poder de compra diante do aumento geral de preços, dificultando o sustento de famílias que possuem rendimentos considerados altos.
No campo da comunicação, as bigtechs entram na mira sob a justificativa do combate à desinformação, embora o próprio governo enfrente críticas severas sobre a veracidade de suas declarações institucionais. O tom moderado das campanhas anteriores deve ser substituído por uma postura de ataque direto e confrontos mais intensos ao longo da corrida eleitoral.
O direcionamento estratégico indica que, em caso de um eventual quarto mandato, haverá menor disposição para negociações com as instituições tradicionais. A centralização das decisões e o desrespeito aos limites institucionais surgem como os principais pontos de alerta apontados sobre o futuro cenário político do país.