A estratégia governamental para a campanha de reeleição em 2026 prevê uma forte aposta no uso da máquina pública e na ampliação de benefícios sociais. Pautas de forte apelo popular, como a discussão em torno do fim da escala de trabalho 6 por 1, devem centralizar os discursos. O tema ganha força como um argumento eleitoral simplificado, embora enfrente discussões sobre o impacto real nos diferentes setores produtivos.
Além da pauta trabalhista, o pacote voltado para o eleitorado inclui medidas de renegociação de dívidas e o fortalecimento de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, o Vale Gás e subsídios para a energia elétrica. Críticos apontam que o foco excessivo nessas concessões pode comprometer a capacidade de investimento do Estado em áreas estruturais e de infraestrutura de longo prazo.
O debate sobre a eficácia dessas políticas também ganha destaque diante da cobrança por mecanismos que garantam a autonomia dos beneficiários. Há questionamentos recorrentes na arena pública sobre a ausência de exigências mais rígidas de contrapartida, como qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, o que mantém a população dependente dos auxílios federais durante o período eleitoral.