O fotógrafo oficial do presidente, Ricardo Stuckert (autor da foto acima), vai deixar o governo federal para trabalhar diretamente no PT, onde assumirá a supervisão das contas pessoais de Lula nas redes sociais. A mudança, revelada pela Folha, marca o início formal da máquina de campanha do presidente e sinaliza que as redes de Lula serão usadas como plataforma de ataque contra adversários, em especial Flávio Bolsonaro.
Stuckert não é apenas fotógrafo: nos últimos anos, tornou-se o principal construtor da imagem pública de Lula, com fotos que viralizaram e ajudaram a moldar a narrativa do terceiro mandato. Sua saída do governo para o partido representa uma separação institucional que tenta blindar o Planalto de acusações de uso da máquina pública para fins eleitorais, ao mesmo tempo em que concentra o controle da comunicação em mãos confiáveis do petismo.
A decisão acompanha uma estratégia mais ampla: o PT quer transformar as redes de Lula em um centro de operações de campanha agressivo, com capacidade de reagir em tempo real a escândalos como o caso Vorcaro e pautar o debate digital. Com mais de 40 milhões de seguidores somados nas plataformas, o perfil pessoal do presidente é o maior ativo de comunicação do governo.
A movimentação ocorre enquanto Jair Bolsonaro, preso em domicílio, planeja divulgar uma lista de candidatos que apoia como forma de manter influência política mesmo impedido de participar de campanhas. A disputa de 2026 será, em grande parte, uma guerra de narrativas digitais, e ambos os lados estão se posicionando.