A proposta de acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas pode gerar impacto bilionário na economia do Rio Grande do Norte, segundo levantamento divulgado pela Fecomércio RN.
De acordo com o estudo, as empresas potiguares poderão ter um custo adicional de R$ 3 bilhões por ano caso a medida seja aprovada. A projeção também aponta risco de fechamento de cerca de 7,8 mil vagas formais no estado.
O impacto maior deve atingir os setores de comércio e serviços, que concentram grande parte dos empregos no RN. A pesquisa ainda estima aumento de preços de até 13%, com reflexo direto no bolso da população.
O levantamento ouviu 1.305 trabalhadores formais dos principais municípios potiguares. Apesar do apoio inicial à proposta, 91,3% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento médio ou baixo sobre os efeitos práticos da mudança.
Segundo a pesquisa, o apoio à PEC cai de 75% para 55,6% quando os trabalhadores são informados sobre possíveis consequências como desemprego, informalidade e redução salarial.
Entre os principais riscos citados pelos próprios entrevistados estão aumento da rotatividade de funcionários, crescimento da informalidade, acúmulo de funções e diminuição de postos formais de trabalho.
O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, afirmou que mudanças desse tipo deveriam ocorrer por negociação coletiva e não por imposição legal uniforme.
Segundo ele, empresas menores e setores ligados ao turismo e à sazonalidade podem ser os mais afetados pela mudança.