O diretor de Política Monetária do Banco Central, Diogo David, reiterou nesta quinta-feira (28) o desconforto da autarquia com o nível atual da inflação e afirmou que "tudo será feito" para perseguir a meta. A declaração reforça o tom hawkish adotado pelo Copom nas últimas comunicações.
David destacou que o cenário externo — marcado pela guerra no Oriente Médio e pela incerteza comercial — adiciona complexidade ao trabalho do BC. Internamente, o mercado de trabalho aquecido e os estímulos fiscais do governo mantêm a pressão sobre os preços.
A fala é interpretada pelo mercado como sinal de que o Copom não pretende acelerar o ritmo de cortes na Selic, mesmo diante da desaceleração do IPCA-15 e do IGP-M em maio.