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Alfredo Gaspar (União-AL) -
politica

Senadora de esquerda recebeu R$ 7 milhões em propina, afirma delator do INSS

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, fez uma revelação de peso nesta quarta-feira (27) ao afirmar que o acordo de colaboração premiada do empresário Maurício Camisotti — primeiro delator da chamada "Farra do INSS" — menciona uma senadora ligada ao campo da esquerda que teria recebido mais de R$ 7 milhões provenientes do esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas.

Gaspar não revelou o nome da parlamentar, mas foi direto ao cobrar ação das autoridades. "Quem é a senadora de esquerda delatada por Maurício Camisotti, que teria recebido mais de R$ 7 milhões do roubo contra aposentados e pensionistas? Está na hora de o STF e a Polícia Federal baterem nessa porta", declarou o deputado durante pronunciamento na Câmara.

Camisotti é apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos associativos indevidos em benefícios do INSS. Preso preventivamente desde setembro de 2025, o empresário do setor de seguros foi o primeiro investigado a fechar delação premiada com a Polícia Federal no caso. No entanto, a PGR questionou a validade do acordo e pediu ao ministro André Mendonça, do STF, que a colaboração seja refeita com participação do órgão. Mendonça ainda não se pronunciou.

A CPMI do INSS apurou desvios estimados entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões no período de 2015 a 2025. O relatório final, com mais de 4 mil páginas, pede o indiciamento de 216 pessoas, incluindo parlamentares, ex-ministros, lobistas e empresários. No mesmo dia da declaração de Gaspar, a PF e a CGU deflagraram nova fase da Operação Sem Desconto, cumprindo 31 mandados de busca e apreensão contra operadores do esquema.

A fala do relator reacende a disputa política em torno da CPMI. Gaspar já havia enfrentado embates com parlamentares governistas, especialmente Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke, que fizeram acusações pessoais contra ele nos últimos dias da comissão — todas negadas pelo deputado, que afirma possuir provas de que foram fabricadas para desacreditá-lo.

O nome da senadora citada na delação não foi divulgado. As informações sobre o conteúdo da colaboração premiada ainda dependem de validação pelo STF e pela PGR. Todos os citados são presumidos inocentes até decisão judicial definitiva.

 

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