O Banco Itaú, maior instituição bancária do Brasil, enfrenta duras críticas após a Justiça de Minas Gerais expor um esquema de cobranças indevidas que se estendeu por 14 anos. A prática consistia na aplicação de pequenas taxas sobre as contas dos correntistas. Embora os valores individuais fossem baixos, a multiplicação por milhões de clientes resultou em montantes expressivos.
Diante da repercussão, a instituição financeira firmou um acordo com o Ministério Público para tentar mitigar os danos. Pelo documento estabelecido, o ressarcimento e a indenização financeira serão destinados exclusivamente aos consumidores que formalizaram queixas contra as cobranças até o ano de 2025.
A medida, contudo, gera polêmica por deixar milhares de pessoas de fora da reparação. Muitos clientes lesados acabaram não registrando reclamações oficiais devido à burocracia dos canais de atendimento, optando por ignorar os desfalques pequenos em suas contas. O caso levanta discussões sobre a fiscalização do setor bancário no país.