A acusação do deputado Alfredo Gaspar contra uma senadora não identificada gerou uma onda de especulações nas redes sociais. Sem citar nomes, o ex-relator da CPMI do INSS descreveu a parlamentar como "senadora de esquerda que troca muito de partido" — perfil que internautas rapidamente associaram a Soraya Thronicke (Podemos-MS).
O histórico político de Thronicke alimenta a tese. Eleita em 2018 como uma das líderes do movimento bolsonarista, a senadora rompeu com Bolsonaro, foi candidata à presidência da República em 2022 e migrou para o campo de Lula, de quem hoje pede votos abertamente para a disputa pela reeleição em seu estado. A trajetória se encaixa na descrição de Gaspar: uma parlamentar que "não é de esquerda há muito tempo" e que mudou de lado político.
Há ainda um histórico de conflito direto entre os dois. Nos últimos dias da CPMI, Thronicke e o senador Lindbergh Faria acusaram Gaspar de estupro de vulnerável — denúncia que o deputado nega e que ainda não teve desfecho. Gaspar forneceu DNA e disse que processaria ambos. "Não quero desculpa. Quero o seu mandato", respondeu na ocasião.
É importante ressaltar que não há confirmação oficial de que Thronicke seja a senadora citada na delação de Camisote. Gaspar não apresentou documentos nem identificou a parlamentar. As associações partem de análises de perfil feitas por comentaristas e usuários de redes sociais.
A Polícia Federal realizou nesta semana um novo desdobramento da Operação Sem Desconto, de forma regionalizada, reforçando que as investigações sobre o esquema do INSS seguem ativas.