Desde que voltou ao comando do Planalto, em 2023, o presidente Lula acumula derrotas no Congresso Nacional. Os episódios mais recentes ocorreram em menos de 24 horas, com a derrubada do veto ao projeto da dosimetria e a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
A relação entre Executivo e Legislativo já vinha desgastada desde o início do mandato, ainda sob as presidências de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Logo nos primeiros meses, o governo enfrentou resistência ao tentar mudar regras do saneamento e reorganizar ministérios, perdendo espaço e atribuições no Congresso.
Ao longo do mandato, os embates se intensificaram. Parlamentares derrubaram vetos em pautas importantes para o governo, como marco temporal de terras indígenas, desoneração da folha e mudanças no licenciamento ambiental. Também houve confronto em temas fiscais, como o aumento do IOF, que acabou sendo judicializado no STF após impasse com o Congresso.
Com a chegada de Hugo Motta e Davi Alcolumbre ao comando das Casas, as derrotas se tornaram mais frequentes. Entre os principais episódios estão a derrubada da medida provisória do IOF a rejeição de um indicado ao STF e a derrubada do veto da dosimetria.
O cenário revela uma relação marcada por tensão, dificuldades de articulação política e um Congresso que tem imposto limites à agenda do governo federal.