Equilibrar as contas públicas será o principal desafio do próximo governador do Rio Grande do Norte. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte, Roberto Serquiz, em entrevista neste domingo (3) à Tribuna do Norte.
Ele aponta que a indústria do estado vem perdendo competitividade nos últimos anos, com reflexos diretos no emprego e na produção. Entre os principais entraves estão a falta de investimentos, problemas de infraestrutura e a dificuldade do próprio estado em manter equilíbrio fiscal.
Segundo Serquiz, setores como petróleo e energia eólica têm impacto direto na economia. A queda recente na geração de empregos, por exemplo, está ligada à redução de atividades nessas áreas e também à paralisação de obras, como a construção de parques eólicos.
Ele também chama atenção para gargalos logísticos. O estado não tem rodovias consideradas de excelência e ainda depende de portos de outras regiões para escoar a produção. “Como atrair empresas sem essa infraestrutura?”, questiona.
Apesar do cenário atual, há expectativa de melhora. Serquiz cita novos investimentos previstos para os próximos anos, principalmente na mineração, no petróleo e nas energias renováveis, o que pode impulsionar o crescimento a partir de 2026.
Para isso, ele defende medidas como reforma administrativa, redução de despesas, mais segurança jurídica e licenciamento ambiental mais ágil. Também reforça a importância da educação e da interiorização das ações industriais. “O maior programa social é o emprego”, afirma.