O Distrito Federal e a União fecharam, sob mediação do STF, um acordo para uma operação de até R$ 6,6 bilhões destinada a reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB). A necessidade surgiu após a exposição do banco às operações do problemático Banco Master — o mesmo que já mencionei em outra pauta.
A solução, costurada via Fundo Garantidor de Crédito e bancos privados, foi vendida como vitória por não usar recursos federais diretos. Mas o desenho levanta uma pergunta incômoda: por que um banco estatal precisou de socorro bilionário, e que decisões temerárias o colocaram nessa situação?
O padrão se repete
O DF perdeu o direito à garantia da União após receber nota "C" em indicador fiscal — sinal de que as contas locais já não iam bem. Some-se a isso a aproximação com o Banco Master e temos a receita completa de uma gestão financeira que flerta com o risco usando dinheiro que não é seu.
A judicialização no STF para resolver o impasse é mais um capítulo da nossa mania de transformar tudo em caso de tribunal. O que deveria ser gestão prudente virou litígio bilionário. E, no fim, o cidadão do DF é quem carrega a garantia desse experimento.