Ao longo de seus mandatos e pré-campanhas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou declarações sobre segurança pública e crime organizado que foram exploradas pela oposição como gafes ou demonstrações de leniência com a criminalidade. Relembre algumas dessas pérolas que mostram que o presidente petista, claramente, não sabe nada sobre segurança pública ou combate a criminalidade.
"NOSSOS CRIMINOSOS"
Em discurso na sexta-feira (29), em Sergipe, Lula tentou diferenciar as facções brasileiras do conceito internacional de terrorismo. A frase foi imediatamente usada pela oposição como prova de que o governo estaria relativizando a periculosidade de PCC e Comando Vermelho.
"Eu tenho dito que esses traficantes são, na verdade, vítimas dos usuários de drogas."
Declaração atribuída a Lula em discursos passados sobre política de drogas, frequentemente recuperada por críticos como exemplo de inversão de papéis entre criminoso e sociedade, sob a acusação de "passar a mão na cabeça" do tráfico.
"Nós vamos ter que conversar muito com o Poder Judiciário, porque há muita queixa de governadores"
Dita em 12 de maio de 2026, no lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, a frase reproduziu a queixa de governadores sobre a soltura de presos. Juristas criticaram a fala como demonstração de desconhecimento institucional, lembrando que o juiz aplica a lei — e que a própria audiência de custódia, apontada como "porta de saída", foi criada em gestões petistas.
"se o cara é corintiano, tudo bem"
A declaração ocorreu em 16 de julho de 2024, durante uma reunião no Palácio do Planalto com ministros e empresários do setor de alimentos. Ao elogiar a presença feminina no encontro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou uma pesquisa que apontava aumento da violência doméstica após jogos de futebol — e emendou uma "brincadeira" que gerou forte repercussão negativa.
"Quem quiser ser dono do território vai ser dono da cadeia"
A declaração foi feita em 26 de maio de 2026, em Manaus (AM), durante a entrega de unidades do Minha Casa, Minha Vida. Pré-candidato à reeleição, Lula defendia o Programa Brasil Contra o Crime Organizado (lançado em 12 de maio, com previsão de R$ 11 bilhões em investimentos) e anunciou postura "muito dura" contra as facções.