Responsável por operações contra integrantes do PCC e do Comando Vermelho em todo o país, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) se tornou uma das principais estruturas de enfrentamento às facções criminosas no Brasil. O grupo reúne policiais federais, civis, militares e penais, além de setores de inteligência e secretarias estaduais de segurança pública.
Segundo o Metrópoles, nos últimos meses, a Ficco participou de grandes operações contra o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e organizações criminosas com atuação em diversos estados. A estratégia é integrar informações produzidas por diferentes forças de segurança para identificar líderes, operadores financeiros e estruturas utilizadas pelas facções para movimentar recursos e expandir suas atividades.
Segundo autoridades, o fortalecimento da Ficco ocorreu diante da expansão do PCC e do Comando Vermelho para além dos presídios e das áreas dominadas pelo tráfico. Hoje, as facções atuam em rotas internacionais de drogas, disputam territórios em regiões de fronteira e utilizam empresas e mecanismos financeiros para ocultar patrimônio e lavar dinheiro.
A importância dessas forças integradas ganhou ainda mais destaque após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. Para investigadores, o desafio atual não é apenas prender criminosos, mas desarticular redes cada vez mais sofisticadas, que operam em vários estados e mantêm conexões internacionais.