O presidente Lula enfrenta uma pressão crescente para indicar uma mulher à vaga aberta no Supremo Tribunal Federal após a rejeição histórica de Jorge Messias pelo Senado na última quarta-feira (29). O Movimento Nacional pela Paridade no Judiciário, que reúne 524 magistrados, divulgou manifesto pedindo que o novo nome seja de uma mulher, de preferência negra, lembrando que hoje apenas Cármen Lúcia representa o gênero entre os 11 ministros da Corte.
A deputada e ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi uma das primeiras a se posicionar. Ela afirmou que a rejeição de Messias "abre uma oportunidade" para debater a indicação feminina e classificou o resultado da votação como fruto de "traição" de aliados que prometeram voto favorável e mudaram de lado na hora. Gleisi e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), foram os dois nomes mais ventilados pela imprensa quando a discussão sobre uma indicação feminina surgiu, ainda em 2025 - relembre no vídeo abaixo:
Fátima, no entanto, descartou a possibilidade por meio de nota oficial do governo do RN. O comunicado foi direto: "A governadora é formada em Pedagogia e jamais exerceu atividade ligada ao Direito. Não há qualquer fundamento, e esse tema nunca foi sequer tratado por Fátima Bezerra." A juíza federal Adriana Cruz, do Rio de Janeiro, também passou a ser citada como possível nome.
A oposição, por sua vez, defende que Lula não faça nova indicação e deixe a escolha para o presidente eleito em outubro. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), pediu a Alcolumbre que não receba um novo nome. Já o líder do governo, Randolfe Rodrigues (PT-AP), garantiu que Lula não vai renunciar à prerrogativa constitucional de indicar e que o próximo passo "é do governo".