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Carro sendo abastecido COM GNV | Foto: Ascom/Potigás
economia

GNV fica mais caro no Rio Grande do Norte com reajuste da Potigás que reflete alta global no preço do gás natural

Os motoristas que abastecem com gás natural veicular (GNV) no Rio Grande do Norte enfrentarão custos mais altos a partir de 1º de maio de 2026. A Potigás, Companhia Potiguar de Gás, comunicou a seus clientes o reajuste da tarifa para o segmento veicular, que passa a vigorar com três faixas de preço distintas conforme a incidência tributária: R$ 2,7651/m³ sem impostos, R$ 3,8086/m³ com ICMS, PIS e Cofins, e R$ 4,0549/m³ com a incidência adicional do ICMS Substituto.

Na prática, para os postos de combustíveis, que em geral operam na faixa de maior carga tributária, a alta representa aproximadamente R$ 0,15 por metro cúbico em relação ao preço anterior de R$ 3,90, vigente desde fevereiro deste ano. Isso equivale a um aumento de cerca de 3,97% no preço repassado à revenda.

Uma reversão após meses de alívio

O reajuste encerra uma sequência favorável ao consumidor potiguar. Conforme informou a própria Potigás, em fevereiro de 2026 a distribuidora havia reduzido o GNV de R$ 4,00 para R$ 3,90 por metro cúbico, a segunda queda consecutiva desde novembro de 2025, quando o preço era de R$ 4,10. No acumulado daquele período, o GNV havia caído cerca de 5%, trazendo alívio aos condutores que utilizam o combustível como alternativa mais econômica à gasolina e ao etanol.

Agora, o ciclo se inverte. A distribuidora justifica o reajuste pelo "repasse do custo do preço do gás para o trimestre de maio a julho de 2026" e pela "compensação dos custos adicionais apurados no trimestre de janeiro a março de 2026", linguagem técnica que aponta para um acerto de contas com variações não repassadas integralmente no período anterior.

O aumento praticado pela Potigás no RN insere-se em um cenário nacional de forte pressão sobre o gás natural. A Petrobras anunciou, em 1º de maio, um aumento de 19,2% no preço de venda da molécula de gás natural às distribuidoras em relação aos valores praticados no trimestre anterior. O reajuste segue metodologia contratual que considera três variáveis: as oscilações do petróleo Brent, a taxa de câmbio entre real e dólar e, desde o início do ano, a variação do Henry Hub, índice ligado à oferta de gás natural nos Estados Unidos. 
Mesmo após reajustes e quedas alternados, o Rio Grande do Norte permanece entre os estados com GNV mais caro do país. Dados do Confaz referentes a maio de 2026 mostram que os preços de referência para o GNV variam de R$ 3,6940 por metro cúbico na Bahia a R$ 5,5200 em estados como Roraima e o próprio Rio Grande do Norte. O reajuste nacional na Bahia, por exemplo, foi de 4,78% para o segmento automotivo, segundo comunicado da Bahiagás, percentual próximo ao praticado pela Potigás no RN.

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