O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, declarou nesta segunda-feira (4), que não discutiu com o presidente Lula uma eventual saída do governo em meio ao desgaste na relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Indicado por Alcolumbre, Siqueira afirmou que sua permanência não deveria ser afetada pela crise política. Segundo ele, sua nomeação tem caráter técnico e, por isso, não estaria sujeita a disputas partidárias.
A tensão entre Planalto e Senado se intensificou depois da rejeição do nome de Jorge Messias para o STF, em articulação atribuída a Alcolumbre. O episódio foi interpretado no governo como uma derrota relevante e levou à discussão interna sobre possíveis medidas de retaliação.
Entre as alternativas analisadas está a exoneração de indicados ligados ao presidente do Senado que ocupam cargos no Executivo. A decisão, no entanto, ainda não foi tomada e depende do aval de Lula, que estaria cauteloso e mais preocupado com medidas que possam reverter o quadro de enfraquecimento de imagem da sua gestão.
Alcolumbre mantém influência significativa dentro da estrutura federal, com aliados distribuídos em diferentes áreas da administração. Um dos nomes associados ao senador é o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, também apontado como integrante do grupo político do chefe do Senado.
Questionado sobre sua permanência, Siqueira afirmou que pretende seguir no cargo ao menos até o fim de 2026.
REVISTA OESTE