A Procuradoria-Geral da República pediu ao ministro André Mendonça que a delação do empresário Maurício Camisotti seja refeita.
Camisotti confessou à Polícia Federal fraudes em aposentadorias do INSS, em um esquema que pode ter causado prejuízos bilionários.
O problema é que o acordo foi feito só com a Polícia Federal, sem participação da PGR. Por isso, o órgão diz que a delação não tem validade jurídica e precisa ser refeita. Se isso acontecer, o processo pode atrasar. A investigação fica travada até que novos depoimentos sejam colhidos e o acordo seja homologado.
Agora, cabe ao ministro André Mendonça decidir se mantém a delação como está ou se manda refazer todo o procedimento.