A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (6), uma suposta carta escrita pelo financista Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de abuso sexual. O documento estava sob sigilo e integra um processo judicial envolvendo Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela do bilionário.
Eis o conteúdo revelado pelo jornal americano The New York Times, após pedido à Justiça.
“Eles me investigaram por meses — NÃO ENCONTRARAM NADA!!!
Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás.
É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus.
O que você quer que eu faça — cair no choro!!
NÃO É LEGAL — NÃO VALE A PENA!!”
De acordo com a reportagem, Tartaglione encontrou o bilhete em julho de 2019, após Epstein ser encontrado inconsciente na prisão. Na ocasião, o financista afirmou que não tinha intenção de tirar a própria vida e acusou o colega de cela de tê-lo atacado. Dias depois, Epstein foi transferido e acabou encontrado morto.
Tartaglione afirmou ter localizado o bilhete dentro de um livro logo após a transferência de Epstein de cela. Segundo o detento, o documento foi entregue ao seu advogado como medida de precaução, caso Epstein voltasse a acusá-lo de agressão.
O New York Times informou ainda que o bilhete foi lacrado por um juiz federal e integra o processo criminal contra Tartaglione. A reportagem também afirma que os investigadores responsáveis pela apuração da morte de Epstein não tiveram acesso ao material.
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