O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu às tentativas do PT de vinculá-lo ao escândalo do Banco Master. Em vídeo publicado nas redes sociais (assista ao final do post) nesta sexta-feira (8), o parlamentar acusou o partido de ter se posicionado contra a CPI do Master e, agora, tentar "posar de defensor da investigação".
"O PT foi contra a CPI. Os deputados do PT não assinaram. Só que agora não dá mais pra segurar. Aí vem o teatro", disparou. Flávio citou o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, cuja nora recebeu ao menos R$ 11 milhões do banco por meio de uma empresa de crédito consignado, e lembrou que Wagner teria intermediado a contratação do ex-ministro Guido Mantega como consultor do Master por R$ 1 milhão mensais.
A declaração veio como resposta direta à movimentação petista após a quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quinta-feira (7). A operação teve como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do PP e aliado da família Bolsonaro, que segundo a investigação recebia mesadas de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro. Após as buscas, parlamentares governistas cunharam a expressão "BolsoMaster" para tentar associar o caso à pré-candidatura de Flávio.
O senador cobrou a instalação imediata da CPI e disse que a resistência do governo à investigação parlamentar se explica justamente pelo envolvimento de nomes ligados ao PT com o banco. "Tudo acontece nos governos do PT. Mas, curiosamente, nunca é culpa deles", afirmou. Flávio declarou confiar na relatoria do ministro André Mendonça, do STF, e defendeu que os fatos sejam apurados "com rigor e transparência".
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