A doença hepática associada ao consumo de álcool registrou avanço contínuo no Brasil nos últimos 20 anos, com 344 mil internações e 214 mil mortes entre 2000 e 2022. Os dados são de um estudo da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) baseado em registros do SUS, publicado nesta semana.
O Norte apresentou o maior crescimento anual de internações (2,57%) e de mortalidade (4,95%), seguido pelo Nordeste. O Sul, embora com crescimento mais discreto, concentra taxas de internação e mortalidade acima da média nacional. A doença inclui esteatose (gordura no fígado), hepatite alcoólica e cirrose.
O avanço ocorre em um contexto de normalização do consumo de álcool e de dificuldade do sistema público em diagnosticar e tratar a doença hepática em estágio inicial. Especialistas alertam que a prevenção depende de políticas públicas mais agressivas de conscientização e de regulação da publicidade de bebidas alcoólicas.