Jornais americanos como Wall Street Journal, New York Times e Washington Post classificaram o encontro de mais de três horas entre Lula e Trump na Casa Branca como um "reset" na relação bilateral. O WSJ destacou que "os dois líderes buscaram reparar relações desgastadas" após sanções a ministros do STF e punições tarifárias ao Brasil.
O NYT relatou que Trump e Lula apostaram na "afinidade pessoal" e na abordagem transacional da política externa americana para superar a disputa ideológica. O encontro teve na pauta tarifas, terras raras, combate ao crime e a situação de Jair Bolsonaro — tema que a Casa Branca enquadra como "perseguição política".
Para analistas ouvidos pela imprensa americana, o encontro alivia tensões imediatas, mas não resolve questões estruturais. O Brasil segue sob ameaça de novas tarifas pela investigação de trabalho forçado, e a questão Bolsonaro continuará sendo instrumento de pressão de Washington sobre Brasília durante todo o ciclo eleitoral.