A operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e a derrota da indicação de Jorge Messias ao STF anteciparam o embate político entre Lula e Flávio Bolsonaro em torno do escândalo do Banco Master. O governo pretendia explorar o caso apenas durante a campanha, em agosto, mas aliados do presidente já colocaram na rua a estratégia de associar o Master à direita.
Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro e cotado para vice de Flávio, é suspeito de ter recebido dinheiro do banco para defendê-lo no Congresso — o que ele nega. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na quinta-feira (8), por ordem do ministro André Mendonça.
Do outro lado, Flávio classificou as acusações como "graves" e defendeu "ampla apuração", enquanto o coordenador de sua pré-campanha, Rogério Marinho, devolveu o ataque lembrando que o PT tem suas próprias ligações com o Master, citando o núcleo petista da Bahia. A eleição de 2026 ganha mais um campo de batalha antes mesmo do início oficial das campanhas.