O senador Rogério Marinho (PL-RN) é hoje o cérebro por trás da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Após abrir mão da disputa pelo governo do Rio Grande do Norte em janeiro de 2026, Marinho assumiu a coordenação central da pré-campanha a pedido do próprio Bolsonaro. Na ocasião, declarou que o cenário era "excepcional" e que sua "gratidão e lealdade" justificavam a mudança de planos para "abraçar a luta de milhões de brasileiros contra o PT".
Em menos de seis meses no comando, Marinho montou uma operação profissionalizada dividida em quatro frentes estratégicas: programa de governo, jurídico, infraestrutura e comunicação. A estrutura já garantiu 22 palanques estaduais confirmados, número superior ao que campanhas anteriores de Lula e Bolsonaro tinham nesse mesmo estágio. O modelo se inspira nas grandes máquinas eleitorais e evita a centralização excessiva em uma só figura, fugindo do rótulo de "posto Ipiranga" que marcou Paulo Guedes em 2018.
O senador potiguar atua como ponte entre os diferentes núcleos familiares e políticos que orbitam o bolsonarismo. Sua principal missão no momento é ampliar alianças com partidos e lideranças regionais, sobretudo no Nordeste, onde Lula lidera com folga nas pesquisas. Para isso, Marinho tem intensificado articulações e trabalhado na finalização do programa de governo, elaborado há meses pelo time de campanha.
Na frente de comunicação, o foco é fortalecer o discurso digital e traduzi-lo em ações concretas de rua. A estratégia busca transformar o engajamento online, que já é uma marca do bolsonarismo, em votos efetivos e presença territorial organizada em todos os estados.
Seja na interlocução política, na captação de alianças ou na gestão da máquina eleitoral, Rogério Marinho é o nome que hoje concentra competência e articulação na campanha que tenta consolidar Flávio Bolsonaro como alternativa da direita na corrida presidencial de 2026.